Canteiro dos girassóis

Desvelando o sol poético.

Textos


 
Poema a quatro mãos
Oswaldo Castellari & Guida Linhares

 

Depois de chamar-me de menino
Fiquei pensando com meus botões
Será que é um desatino
Falar que te amo de montão?
 
Não é desatino não...
o menino está a frente,
o jovem detém o coração,
o sábio alimenta a corrente...
 
Em outro tempo estamos, 
mas temos dentro de nós,
as idades pelas quais passamos,
todas atadas em fortes nós...
 
Vejo-te na cascata nas pedras rolar
Fazendo estender um véu
Corro como te querendo abraçar
Impossível! Anjos só ficam no céu.
 
Não te vi morena
Mas uma loira linda
Que do alto acena
Quando a poesia termina.
 
Mas como terminar...
 tão bonito momento...
Vamos deixar rolar
a emoção e o sentimento.
 
Não vistes bem de fato,  
pois estavas entre as nuvens...
Das águas claras do regato,
estavas a ver só visagens!
 
Mas de sonhar também se vive...
neste mundão que é de Deus!
Cada momento na memória retive,
mas agora o melhor a dizer é Adeus!
 
 
< 12/02/10 >
 

Guida Linhares

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Publicado em 13/02/2010 às 10h06


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